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5 de julho de 2010

Shark dive - mergulhando com os tubarões


Desde que o mergulho com tubarões começou a ser feito nos anos 70, desenvolveram-se perto de 300 pontos de shark dive pelos sete mares. De todo tipo. Dos mergulhos em gaiolas diante dos grandes brancos a situações patéticas em que turistas seguram numa corda a um metro de profundidade, enquanto espécies coralíneas passam por eles em busca da comida atirada à frente.

Poucas vezes, o encontro com tubarões é casual. Normalmente os animais precisam ser atraídos, por meio de engodos ou iscas mortas.

Motivo: embora existam tubarões pelo mundo todo, aproximar-se deles não é fácil. Muitos desses animais estão em pontos remotos do oceano – o que faz o encontro absolutamente improvável. As chances melhoram um pouco quando se sabe onde ficam as suas rotas de passagem, como o Arco de Darwin, em Galápagos, ou nas situações em que o mergulhador vai até lugares como recifes de corais, com uma quantidade considerável de vida marinha – isto é, comida para as espécies de arrecifes que freqüentam esse tipo de ecossistema.

Ainda assim, o encontro não provocado resume-se a uma observação distante. Ou seja, não é possível nadar até um tubarão. Com sorte um ou outro pode ir até o mergulhador. Mas a situação, mais uma vez, é improvável. Tubarões normalmente são cautelosos em relação ao que não é familiar e isso inclui figuras estranhas, 80% das vezes maiores do que eles e, para piorar, que ainda soltam bolhas (!). Como a vovó dizia, os bichos tem mais medo de ti do que tu tem deles. Você é a ameaça.

Pensem nisso.


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